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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fernanda Brum Conta Em Entrevista Sobre As Conquistas e Os Obstáculos Na Vida: "Vi Anjos, Demônios, o Mundo Espiritual"

Quando despontou na música gospel, nos anos 90, a carioca não fazia ideia de que se tornaria uma das cantoras mais populares do segmento cristão

Simples, carismática e dona de uma bela voz grave que exprime seu estilo próprio e muita personalidade, a cantora e compositora Fernanda Brum vendeu, ao longo de 25 anos de ministério, milhares de CDs e DVDs (solo, em grupo e coletâneas) de adoração, pop e até rock. Em 2008, foi indicada ao Grammy Latino com “Cura-Me”, mas só conquistou o prêmio como Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa em 2015, com “Da Eternidade”.

Paralelamente à carreira, Fernanda é pastora ao lado do esposo, Emerson Pinheiro, no Ministério Profetizando às Nações, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Nos últimos anos, o casal tem se preocupado em despertar no Brasil o amor e o clamor pelos povos não alcançados e pelos irmãos que sofrem em locais onde a pregação do Evangelho é proibida.

O divórcio dos seus pais a influenciou a sair por um tempo da presença do Senhor. O pode fazer com que casais que estejam na presença de Deus decidam pela separação? Qualquer pessoa pode passar pela tragédia do divórcio. As pessoas acham que os crentes tomaram uma vacina contra as tragédias do mundo, mas eu acredito que coisas ruins também acontecem às pessoas boas, o tempo todo. É por isso que penso que o casamento deve ser passado a limpo anualmente. Afinal, casamento é um contrato que sofre mudanças constantes, e o segredo é refazer esse contrato. Ninguém casa pensando em se separar; pelo contrário, todos pensam em ficar juntos para sempre. Por isso, a manutenção do casamento é essencial.

E a sua avó? Qual foi a parte dela nisso tudo? Avós servos de Deus podem influenciar os netos quando os pais não são crentes? Sim, principalmente quando não são crentes, mas definitivamente quando são. O papel dos avós é redescobrir a sua própria paternidade ou maternidade na vida dos netos, porque aquilo que não puderam fazer durante a vida como pais, eles têm a oportunidade de fazer agora. Os meus avós foram essenciais na minha família e faziam isso naturalmente, com o testemunho deles dentro de casa, orando, pregando com a vida, com o perdão e até com as brigas, pois elas também ensinam. Acredito que a vida deles foram um grande exemplo que até hoje está vivo em minha memória, e eu adoro lembrar a história deles.

O que fez você voltar para Deus? Eu fui arrebatada, né? A culpa não foi minha! Eu estava dormindo e saí do meu próprio corpo. Tive uma experiência sobrenatural. Vi anjos, demônios, o mundo espiritual e o quanto eu estava fraca, precisando de santidade para vencer. Aceitei Jesus durante essa experiência e acordei literalmente convertida.

E foi esse o momento que você rompeu o vínculo com o mundo? Sim. Lembro que fui para casa da minha avó e contei para meu pai todo o sonho. Na época, ele morava com ela. E ele me questionou o que eu iria fazer e o que eu seria a partir de agora, pois eu tinha um monte de compromissos no mundo. Eu cantava música secular, modelava, fazia fotos e desfiles, minha agenda estava lotada. Era assim que eu ganhava a vida. Cancelei os compromissos e joguei tudo fora. Foi uma loucura! Mas eu decidi que iria ficar com Jesus para sempre! Abandonei toda a minha carreira e fui viver da pensão do meu pai. Mas foi muito rápido o que Deus fez. Em dois anos, eu já estava com um disco gravado e trabalhando muito. Deus foi me ensinando como me comunicar com o público através da música. É por isso que uso a arte. Nunca pensei, nem quando estou aborrecida, em voltar para o mundo. Isso não existe mais!

Como começou seu ministério? De porta em porta. Comecei a pregar para os meus colegas no condomínio em que eu morava. Eram 27 prédios de quatro andares, com quatro apartamentos por andar. Fiz uma conta rápida e pensei: isto aqui dá um igrejão (risos). E foi com 17 anos, no Irajá, que comecei a bater de porta em porta, convidando as pessoas para irem à minha casa. Até então, eu não sabia que Deus iria me usar na música. Eu pensava que, como já tinha sido cantora secular, Jesus não iria querer me usar assim. Então comecei pregando, até que percebi que, quando eu pegava o violão para tocar, a audiência era maior, as pessoas paravam mais para ver e me ouvir; com isso, a música virou uma isca para a pregação. E desde então, sou uma pregadora que canta, e não uma cantora que prega.

Você segue algum estilo na música? Eu já desisti de me definir porque cada hora Deus faz alguma coisa comigo. Agora você vai cantar isso. Agora vai cantar aquilo. Já gravei rock, ao vivo, baladas... Eu nunca sei o que Deus vai me dizer para o próximo CD. Dizem que eu tenho um estilo. As pessoas até falam: “Isso parece Fernanda Brum”. Elas identificam um conteúdo que se repete, apesar de ser sempre diferente. Eu não sei dizer o que é, mas eu gosto de me ouvir.

Ser adolescente evangélico nos dias de hoje é muito diferente do passado. O que falta para que os jovens recebam o avivamento que você teve em suas experiências?O arrependimento de pecados é o que gera avivamento. Hoje, quando se prega sobre arrependimento, temos um resultado muito melhor do que uma mensagem de estímulo do tipo “bola pra frente”, “você vai vencer”... Esse tipo de mensagem também é indispensável, mas se você não pregar o arrependimento, não vai ter avivamento. O segredo está na mensagem.

Como os jovens vão conseguir enxergar a importância do arrependimento? O arrependimento só é genuíno quando o Espírito Santo gera e a Palavra de Deus libera o mover. Não é o mover que libera a Palavra. Então, através do conteúdo de nossa pregação, de nosso comportamento, a gente consegue desatar esse mover. Grandes avivamentos históricos aconteceram depois de um tempo de consagração e jejum e, normalmente, após um grande sofrimento. Acho que estamos pertos de viver um avivamento no Brasil. Entendo que ainda vamos chorar juntos, pedir ao Senhor que nos livre, mas depois desse período a resposta virá com o avivamento da nação e principalmente das lideranças.

Você teve muitas experiências de cura, quatro abortos e depois a bênção de gravidez por duas vezes. Qual a mensagem que deixa para mulheres que passam por essa situação e desejam muito engravidar? Para todas essas perguntas e situações que você citou, uma palavra é indispensável: perseverança. A cura divina não acontece sem perseverança, e só se supera a morte de aborto em repetição com a perseverança na Palavra. Esta é a mensagem que eu deixo: persevere na Palavra. Insista, seja a pessoa mais chata que você já viu ou conheceu, na direção de crer que o milagre vai acontecer. E Deus fará acontecer algo bom na sua vida. Estou de luto pelo Matheus (filho da Eyshila, também cantora) há três meses, mas sou dessas que, mesmo de luto, vivo milagres. Aprendi ainda criança com a minha avó, que era ministra de cura.

Como é a Fernanda mãe na orientação de Isaac e de Laura? Eu sou muito chata, e mãe tem que ser assim. Mãe muito legal é irmã, e mãe tem que dar limites. Lá em casa não precisa usar a varinha, eu só ameaço. Meus filhos estudam em escola americana, e descobri que lá eles são meio militares e usam palavras de ordem. Então aprendi que é só contar até três. Geralmente eles são obedientes, mas às vezes são pirracentos, como todas as crianças na idade deles.

Todos falam muito sobre sua amizade antiga e forte com Eyshila. O que sustenta um vínculo de tanto tempo? O maquiador respondeu baixinho aqui no meu ouvido que é o amor, mas eu iria responder que eram nossas brigas (risos). Até postei isso dia desses no Instagram: “Quem briga não separa”. As brigas às vezes acontecem porque nos amamos e falamos o que queremos uma para a outra. Mas quando eu a conheci, ela já era amiga do Emerson, e eles trabalhavam juntos. Tenho 20 anos de casada e devo ter uns 23 anos de amizade com a Eyshila e com a sua irmã de sangue, Liz Lanne. É muito engraçado, mas somos mais aliançadas entre nós do que com as nossas próprias famílias nucleares. Nós escolhemos ser família uma da outra.

Você fez a renovação dos votos com o pastor Emerson há pouco tempo. Existe receita para manter um casamento feliz como o seu? Não existe receita para casamento feliz. Cada casamento é único. Você tem que descobrir quem você é, pois aí consegue amar o outro. O problema é que as pessoas casam para que o outro as façam felizes, mas isso não existe! Você precisa se fazer feliz primeiro para poder ser feliz com o outro. O que dá certo lá em casa pode ser que não dê certo pra você. O meu casamento tem regras e contratos diferentes dos das outras pessoas. Conta-corrente conjunta, por exemplo, não deu certo conosco. Hoje cada um administra o seu quadrado, mas tudo é nosso. Eu casei com o meu melhor amigo, e ai de quem não casar com o seu... Mas lembre-se sempre de refazer o contrato: o que não está bom precisa ser ajustado.

Há alguma ajuda entre vocês na preparação das pregações? E quando pregam juntos, como é a preparação?  Não há ensaio nem preparação. Ele nem me mostra o esboço dele. Você sabe que todo casal compete, né? (risos). Na igreja somos pastores sêniores. Eu sou submetida a meu marido, mas ele é meu pastor e eu sou pastora dele. Temos a mesma autoridade dentro da denominação. Nós nos respeitamos e nos admiramos muito, mas cada um faz a sua mensagem. Os livros que eu gosto de estudar são diferentes dos dele. Só quando a gente vai orar é que fazemos isso juntos. No púlpito nada é ensaiado; tudo é de verdade.

Você veio passando por mudanças e amadurecimento do seu ministério. Quais momentos destaca como mais importantes? A gravação do “Apenas um Toque” e do “Profetizando às Nações” foi um ciclo que mostrou o meu trabalho como missionária, algo que as pessoas ainda não sabiam. Depois disso, quando começamos a auxiliar na IBA da Barra da Tijuca. Foi um tempo precioso de muito aprendizado como pastores auxiliares e de cinco anos com o Ministério de Mulheres. E agora, com a Igreja Profetizando às Nações e as conferências pelo país, tem sido um tempo novo de despertamento e encorajamento. Acredito que nossa nação será muito abençoada por essa misericórdia e graça que nos alcançam.

Houve uma grande polêmica quando você cortou seu cabelo. Para muita gente, ele era uma tradição. O que a levou a mudar? Imaginava que um corte de cabelo geraria essa polêmica toda? Aquele cabelo enorme era uma idolatria, mas o fato é que eu tive uma enfermidade e perdi tufos de cabelo por causa de estafa e estresse. Isso fez parte dessa fase de mudanças, em que tive de assumir meu ministério efetivamente e me declarar definitivamente como crente pentecostal. Apesar de ter nascido na Assembleia, eu pastoreei na Igreja Batista dos 27 aos 39 anos e precisei ter muita delicadeza nessa transição. Quando me declaro pentecostal, eu me defino teologicamente, mas quando me declaro do Senhor, me defino como Corpo de Cristo, porque as nossas diferenças teológicas não podem nos apartar. Essa decisão foi depois de muitos anos de oração; acredito que todo esse estresse era por causa de um renascimento que eu precisava ter para cumprir o meu chamado.

Há hoje um questionamento muito grande sobre a proximidade da volta de Jesus, nestes tempos difíceis. Como alertar as pessoas sobre a proximidade das Bodas do Cordeiro? Ninguém tem como prever uma data para a volta de Jesus, mas eu vivo como se Ele já estivesse aqui comigo; em todo o tempo estou alerta. Feliz é aquele que espera que seja agora, porque a festa é para quem espera o noivo. É uma questão de olhar para o estágio da eternidade; estamos vivendo dentro de nós mesmos. Eu vivo já no futuro.

Fonte:Revista Comunhão

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